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Investidor que ganhou milhões com Axie Infinity agora aposta em Defi

   Arthur Cheong, que trabalhou no comércio de petróleo antes de se reinventar como administrador de fundos de cripto, colocou dinheiro em um jogo baseado em blockchain chamado Axie Infinity no ano passado.

   O jogo play-to-earn, em que os usuários podem ganhar criptomoedas participando, estava levantando US$ 864.000 por meio de uma venda privada de seus tokens. Eles custam 8 centavos cada na época. Atualmente eles estão sendo negociados nas bolsas asiáticas em torno de US$ 124 de acordo com CoinMarketCap.com, o que se traduz em um ganho de mais de 150.000%.

   Cheong disse que seu fundo investiu mais de US$ 100.000 e ainda disse que seria bem difícil se desfazer do investimento. É um exemplo de investimento que só é possível nesta nova era.

   “Na verdade, fomos um dos primeiros investidores a ver o potencial [do Axie Infinity]”, disse Cheong, 29, em uma entrevista em vídeo para a Bloomberg. Perceber “o quão rápido ele cresceu definitivamente nos surpreende”.

   Mas ainda é o começo de um setor ainda desconhecido e não regulamentado, que está exposto a muitos riscos e que podem levar a grandes perdas em investimentos. Os retornos também estão longe do normal: O Bloomberg Galaxy Crypto Index, por exemplo, subiu cerca de 185% este ano.

   Cheong fez o investimento por meio de seu fundo de criptomoedas DeFiance Capital, com sede em Cingapura, que ele fundou no ano passado depois de trabalhar no departamento de comércio da gigante do petróleo BP Plc. Fazendo referência aos recentes acontecimentos, ele mesmo disse que a repressão da China contra as criptomoedas pode realmente ajudar as finanças descentralizadas (Defi) nas quais seu fundo investe.

Repressão na China pode ajudar as Defi

   DeFiance Capital opera o capital de vários grandes investidores, de acordo com Cheong. Outros investidores são o próprio Cheong e a Three Arrows Capital, a firma de investimento em criptomoedas fundada por ex-negociantes do Credit Suisse Group AG. Cheong não informou quais eram os ativos sob gestão da DeFiance, mas disse ser um número de nove dígitos. Ele também se recusou a dar detalhes sobre os retornos do fundo. 

   Como muitos dentro da comunidade cripto, Cheong vê um grande futuro neste mercado. O fundo de investimento está apostando nas “DeFi engolindo o setor financeiro”.

   Com as Defi, ou finanças descentralizadas, as pessoas podem emprestar, pedir emprestado, investir e realizar outras funções financeiras em aplicativos que usam a tecnologia blockchain, eliminando os intermediários como bancos e corretoras – necessários nas finanças convencionais. 

As finanças descentralizadas são mais sensíveis às necessidades dos usuários e podem inovar em um ritmo muito mais rápido do que o sistema convencional, de acordo com Cheong. Entretanto, também está sujeito a riscos políticos, regulatórios e de infraestrutura.

   “Nos próximos cinco a dez anos, a participação de mercado dos serviços financeiros tradicionais será sobreposta pelas DeFi”, disse ele.

   O rápido crescimento do setor gerou resistência por parte dos governos, em especial a China, que chegou a proibir transações de criptomoedas no mês passado, prometendo também erradicar os mineradores de criptomoedas do país.

   Embora a decisão da China levante questões sobre a sustentabilidade da indústria, Cheong argumenta que isso poderia até funcionar a favor do mercado DeFi. 

   “As empresas de criptomoeda centralizadas estão atualmente sendo reduzidas e restringidas”, disse ele, referindo-se a players como as bolsas. “Os investidores buscarão alternativas descentralizadas, que beneficiam todo o ecossistema DeFi.” 

Fonte: Cointimes 

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